Antes mesmo de subir ao palco do Rock in Rio 2026, o Stray Kids chega ao festival com uma história especial construída ao lado dos fãs brasileiros. Pouco mais de um ano após sua primeira apresentação no país, o octeto sul-coreano retorna ao Rio de Janeiro para encabeçar uma data que promete marcar a trajetória do K-pop em território nacional.
O grupo se apresenta no dia 11 de setembro, no Palco Mundo, como atração principal do primeiro dia oficialmente dedicado ao K-pop na história do Rock in Rio. Além do Stray Kids, a programação reúne nomes como HWASA (MAMAMOO) e NEXZ, reforçando o crescimento do gênero no mercado brasileiro e consolidando um movimento que já vinha sendo impulsionado pela força dos fandoms locais há mais de uma década. A escolha do festival representa um marco simbólico: pela primeira vez no Brasil, um dos maiores eventos de música do mundo abre espaço para que o K-pop ocupe o centro de sua programação em uma noite inteira dedicada ao gênero.

A notícia ganha ainda mais significado quando lembramos da passagem do grupo pelo Estádio Nilton Santos, em abril de 2025. Na ocasião, a dominATE Tour transformou o Engenhão em um encontro aguardado durante sete anos pelos STAYs brasileiros. Desde as filas que contornavam o estádio horas antes da abertura dos portões até os gritos que frequentemente superavam o volume dos microfones, tudo parecia evidenciar que aquele era apenas o começo de uma relação construída à distância e finalmente concretizada.
Durante a apresentação, o Stray Kids encontrou um público que conhecia cada detalhe do repertório. Canções como God’s Menu, Chk Chk Boom, MANIAC e Back Door foram recebidas por um coro tão intenso que, em diversos momentos, os próprios integrantes precisaram parar para ouvir os fãs cantarem. Houve espaço para homenagens organizadas pelos STAYs, brincadeiras sobre futebol e samba, referências à cultura brasileira e discursos emocionados que demonstraram o impacto daquele encontro para ambos os lados.






Talvez seja justamente essa conexão que torne um tanto difícil prever o que acontecerá no Rock in Rio. Embora o formato de festival seja naturalmente diferente de uma turnê própria, a recepção calorosa vivida em 2025 cria uma expectativa de reencontro. Poderá ser muito além de só reproduzir a experiência do Engenhão, visto que o público de um festival acaba sendo diversificado em vários sentidos.
Vale considerar que o contexto agora é outro. Se a dominATE Tour representou a estreia do grupo no Brasil, o Rock in Rio marca o retorno de artistas que já conhecem a energia do público local. A promessa feita por Bang Chan durante o primeiro show, de que aquele não seria um adeus, mas um “até logo”, ganha um novo significado quando observamos a rapidez com que essa volta se concretizou.
Naturalmente, a dinâmica de um festival costuma exigir uma seleção mais enxuta de músicas quando comparada a um show solo. Ainda assim, o histórico recente sugere que os maiores sucessos do grupo devem ocupar papel central na apresentação. Mais importante do que a duração do set, porém, será a oportunidade de ver como a atmosfera construída no Engenhão se traduzirá para a Cidade do Rock, diante de um público ainda maior e de um dos palcos mais emblemáticos da música mundial.
Se a primeira visita foi marcada pela emoção da espera finalmente encerrada, o show do Rock in Rio tem potencial para representar algo diferente: a confirmação de que o vínculo entre Stray Kids e o Brasil não foi um acontecimento isolado, mas sim o início de uma relação que continua crescendo a cada novo capítulo. Afinal, depois da intensidade vivida em 2025, o retorno ao Rio de Janeiro parece menos uma surpresa e mais um caminho natural para um grupo que encontrou no país uma das recepções mais calorosas de sua trajetória.

