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Rock in Rio 2026 reúne os nomes que estão moldando a nova era do rock e do metal

Por Yasmin Fernandes · 20 de jul. de 2026
Rock in Rio 2026 reúne os nomes que estão moldando a nova era do rock e do metal
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O rock nunca foi um gênero parado no tempo, muito pelo contrário, ao longo das décadas ele passou por diferentes fases, incorporou novas influências e encontrou maneiras de conversar com públicos que continuam chegando. Em 2026, o Rock in Rio parece abraçar justamente essa capacidade de transformação ao construir seus dias dedicados ao rock e ao metal, reunindo artistas que representam diferentes momentos da música pesada e ajudam a definir os caminhos do gênero atualmente.

A edição de 2026 do festival acontece entre os dias 4 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, e terá dois momentos voltados especialmente ao universo do rock. O primeiro deles acontece no dia 4 de setembro, com o Foo Fighters como grande atração do Palco Mundo, acompanhado por nomes como Rise Against, The Hives e Nova Twins. Já no dia 5 de setembro, o festival recebe uma programação ainda mais voltada ao peso, com Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon, MGK e Sepultura no Palco Mundo, enquanto o Palco Sunset reúne Bad Omens, Poppy, Black Pantera convidando Nervosa e Malvada convidando Day Limns.

Internet/ Reprodução

A escolha do line-up, além de reunir grandes nomes do gênero, apresenta um retrato de como o rock se expandiu nos últimos anos. De um lado, artistas que construíram carreiras sólidas dentro da música pesada e ajudaram a levar o gênero para grandes arenas e, do outro, bandas e artistas que cresceram em uma nova realidade musical, marcada pela mistura de estilos, pela força das plataformas digitais e por uma relação ainda mais próxima com seus públicos.

O dia 4 de setembro representa uma celebração de uma das bandas mais importantes do rock do século XXI. Formado em 1994 após o fim do Nirvana, o Foo Fighters construiu uma trajetória própria liderada por Dave Grohl, deixando de ser apenas um novo projeto de um dos músicos mais conhecidos do grunge para se tornar uma das maiores bandas de rock do mundo. Com sucessos como Everlong, The Pretender, Best of You e Times Like These, o grupo acumulou reconhecimento internacional, incluindo 15 Grammys e sua entrada no Rock & Roll Hall of Fame em 2021.

A volta ao Rock in Rio acontece em um momento simbólico para a banda, que celebra mais de três décadas de carreira e segue mantendo sua força nos palcos. Conhecidos pela entrega dos shows ao vivo, o Foo Fighters transformaram suas apresentações em grandes celebrações coletivas, com performances extensas e uma conexão direta com o público. Depois de passagens marcantes pelo festival, o retorno em 2026 reforça a permanência do grupo como um dos grandes representantes do rock de estádio.

No dia seguinte, o festival mergulha em uma sonoridade que representa outra fase da evolução do rock. O Bring Me The Horizon talvez seja um dos exemplos mais claros dessa transformação. Formada em 2004, a banda britânica começou sua trajetória associada ao deathcore, mas ao longo dos anos passou a incorporar elementos eletrônicos, pop, industrial e experimental, criando uma identidade própria que ultrapassou as fronteiras do metalcore.

Essa capacidade de mudança foi justamente o que permitiu que o grupo acompanhasse diferentes gerações de fãs. O BMTH se tornou uma das bandas mais influentes do rock contemporâneo, conquistando uma presença cada vez maior em grandes festivais e arenas ao redor do mundo. Com uma produção visual grandiosa e shows conhecidos pela intensidade, a banda chega ao Rock in Rio representando uma cena que já não se limita às classificações tradicionais do metal.

Ao lado deles, Avenged Sevenfold representa outra trajetória fundamental dentro do metal moderno. Desde os anos 2000, a banda norte-americana construiu uma identidade marcada pela mistura entre heavy metal clássico, elementos progressivos e uma abordagem mais acessível ao grande público. Com álbuns como City of Evil, Avenged Sevenfold e Nightmare, o grupo conquistou uma base de fãs global e se tornou presença constante nos maiores festivais de rock do mundo. O retorno ao Rock in Rio também acontece após uma passagem marcante pelo festival em 2024, quando a banda dividiu o Palco Mundo com uma apresentação bastante celebrada pelos fãs.

Avenged Sevenfold no Rock In Rio 2024 | Foto: ellenartie

Já no Palco Sunset, nomes como Bad Omens e Poppy mostram uma outra perspectiva sobre o momento atual da música pesada. O Bad Omens representa uma nova geração do metal moderno, combinando peso, melodias marcantes e uma estética visual cuidadosamente construída. O crescimento da banda nos últimos anos acompanha uma mudança importante no cenário: artistas que antes circulavam principalmente dentro de nichos passaram a alcançar públicos maiores através das redes sociais e de comunidades digitais extremamente engajadas.

Poppy, por sua vez, representa a liberdade criativa que se tornou uma das marcas da música alternativa atual. A artista transita entre pop experimental, rock, metal industrial e elementos eletrônicos, construindo trabalhos que desafiam classificações simples. Sua presença no festival reforça uma ideia cada vez mais presente na música contemporânea: o rock não precisa seguir uma única fórmula para continuar sendo reconhecido como uma força criativa.

Essa diversidade também aparece na presença brasileira do line-up. O Sepultura, uma das maiores bandas nacionais da história do metal, funciona como uma ponte entre diferentes períodos da música pesada, carregando uma carreira internacional construída desde os anos 1980. Já nomes como Black Pantera, Nervosa, Malvada e Day Limns reforçam a expansão da cena brasileira e mostram que a renovação do gênero também acontece dentro do país.

Ao reunir todos esses nomes internacionais e também os representantes brasileiros de diferentes vertentes, o Rock in Rio 2026 apresenta um panorama de como o gênero continua se reinventando. Entre grandes arenas, novas sonoridades e artistas que recusam limites, a Cidade do Rock se torna novamente um espaço para observar para onde a música pesada está caminhando.

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