Nem todo festival nasce apenas para reunir os maiores nomes da música. Alguns também existem para apresentar os próximos. É dessa proposta, somada ao compromisso de transformar a música em uma ferramenta de impacto social que o chamado Daisy Chain Fields ganhou vida. Idealizado por Olivia Rodrigo, o festival aposta em juntar artistas já consagradas com novos nomes que ainda conquistam seu espaço no mesmo lugar, transformando o line-up em uma oportunidade para descobrir as próximas vozes favoritas do público.
Em 29 de Agosto, o Great Park localizado em Irvine, na Califórnia, será palco de uma programação formada exclusivamente por artistas mulheres, celebrando diferentes gerações e estilos musicais.

Toda a renda arrecadada terá como destino instituições como Baby2Baby, Black Mamas Matter Alliance, Center for Reproductive Rights, National Domestic Workers Alliance, National Institute for Reproductive Health entre diversas outras organizações voltadas à proteção, saúde e aos direitos de meninas e mulheres.
O anúncio oficial chegou em 22 de junho. Na publicação onde trouxe a notícia ao mundo por meio de seu Instagram Olivia comentou:
“A programação está realmente incrível e repleta dos meus ídolos e amigos. Acredito firmemente que alegria, comunidade e música podem ser os motores de uma mudança significativa.”
O dia será marcado por shows de diversas cantoras ícones de diferentes gêneros musicais como Chappell Roan, Bikini Kill, Garbage, The Breeders, Doechii, Mitski e Katseye. Outra presença confirmada é Stevie Nicks, uma das mais reconhecíveis e importantes vozes femininas do rock. Karen O e Sarah McLachlan também se juntam ao line-up.
A presença de Sarah McLachlan também carrega um significado histórico. Em 1997, a cantora canadense criou o Lilith Fair como resposta à resistência da indústria musical, que insistia na ideia de que festivais com mulheres como atrações principais não seriam capazes de atrair público. O sucesso do evento provou exatamente o contrário e abriu caminho para uma nova geração de artistas.
Durante suas edições, o festival atraiu milhões de pessoas para perto dos palcos entre os anos de 1997 e 1999 e trouxe ao público as vozes de cantoras como Fiona Apple, Sheryl Crow, Missy Elliot, Sinéad O'Connor, Tracy Chapman entre muitas outras. Nomes como Christina Aguilera e Nelly Furtado também realizaram performances marcantes e impulsionaram suas carreiras.
Conheça mais sobre quem está por trás dos nomes anunciados por Olivia:
Santigold

Santi White, mais conhecida como Santigold, construiu uma carreira marcada pela mistura de influências e pela recusa em caber em um único gênero. Entre o hip-hop, o afrobeat, o rock e a música eletrônica, a cantora transformou essa combinação em uma identidade própria, marcada pela atitude e por uma sonoridade impossível de confundir.
Rachel Chinouriri

Uma das vozes mais promissoras do indie britânico, Rachel Chinouriri vem conquistando cada vez mais espaço dentro e fora do Reino Unido. Aos 26 anos, já dividiu a estrada com Sabrina Carpenter em datas da Short n' Sweet Tour, colaborou com PinkPantheress e reúne cerca de 2,6 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
Quiet Light

Projeto da cantora Riya Mahesh, sua música mistura dream pop, ambient, folk e eletrônica em canções. Com produção autoral, vem se consolidando como um dos nomes mais interessantes da nova cena alternativa.
Not for Radio

Longe dos companheiros de banda do The Marías, María Zardoya encontrou em Not for Radio um espaço para explorar um universo ainda mais intimista. O projeto mergulha em um dream pop cinematográfico, com canções que parecem habitar uma realidade paralela.
Die Spitz

Quarteto texano que resgata o espírito do punk e do grunge dos anos 1990. Barulhento, caótico e feito para o palco. Grande recomendação para quem sente saudade da era de ouro desses momentos e busca novidade.
Eli

Cantora e compositora norte-americana da nova geração do pop alternativo, sua música combina vulnerabilidade, humor e referências ao pop dos anos 2000, enquanto suas letras exploram identidade, autodescoberta e o desejo de encontrar um lugar no mundo. Também se destaca por sua estética Y2K e por representar uma nova voz trans na cena pop independente.
🎧 Ouça a playlist oficial do Daisy Chain Fields


